terça-feira, 22 de abril de 2014

Alcunhas Alentejanas (I)

A partir desta data irei efectuar posts relativos a uma temática que sempre me interessou, desde que consultei pela primeira vez o “Tratado das Alcunhas Alentejanas” de Francisco Martins Ramos e Carlos Alberto da Silva. Devido aos trabalhos que tenho executado de Norte a Sul do País fui efectuando algumas recolhas relativas a esta temática em apreço.
Seguidamente e futuramente irei apresentar os resultados destas recolhas, pretendendo contribuir assim também para o estudo deste aspecto do nosso Património Imaterial comum.

“António Carloto” ou “Filho do Carloto”
Alcunha que vem do tempo do seu avô, que tinha sido criado por uma tia que se chamava Carlota. Quando a Carlota ia às compras levava o seu avô (António Rita Pós-de-Mina) debaixo do braço e as pessoas diziam: “Olha, lá vai a Carlota com o Carlotinho!” e assim ficou Carloto.
Testemunho do Sr. António Aires Pós-de-Mina, 49 anos, morador em Pias (Serpa).[1]
Recolha efectuada a 22/04/2014


[1] Por respeito à vontade do informante, não incluí foto do dito no presente post.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Contos de moiros e moiras (I)

Um pouco por todo o País escutam-se aqui e além estórias de mouros e moiras que encantados ficaram por estas paragens. Contos de tesouros ou peçonha, de recompensas que aguardam felizardos ou má fortuna que guia o destino dos mais incautos.
Colegas muitos há que foram coligindo compêndios vários acerca de tal temática no decorrer dos séculos. Recolhendo testemunhos orais contemporâneos[1] deste e daquele recanto buscamos também contribuir para uma visão mais abrangente acerca deste “outro” ao qual tanto nos liga.
Descortinando imagens efabulatórias procuramos assim vislumbrar em que lugares do País se podem encontrar mais auríferas recompensas ou mais baús plenos de pestilentas pragas. Onde é que o mouro/moura é bom ou o mau da fita? Que género de tesouros são os mais representados, prata e ouro ou prodígios da técnica? Uma miríade de questões que se vão colocando desde há tempos imemoriais, desde que a lenda é dita à luz das fogueiras, desde que o conto é contado, desde que o Mito nada mais é porventura do que humanizada figura.
E, vislumbrando-nos reflectidos no espelho veríamos assim, porventura, a imagem do moiro ou moira que por ora buscávamos, pois não somos (mesmo em termos genéticos), aquele moiro ou moira que se quer ver desencantado e compreendido?

Mas adiante.

O Sr. João Lopes, pessoa dos seus 44 anos, natural e morador na Granja (Mourão), tem para contar uma estória que escutou há 32 anos atrás, quando era adolescente na casa dos seus 12 anos.

Junto ao Lorico, onde havia uma curva, melhor dizendo, um meandro do rio Alcarrache[2], diziam os mais antigos/idosos que existia um tesouro nesse local. Chegavam a ir indivíduos munidos de pás e picaretas escavar em busca desse mítico tesouro, derrubando árvores e tudo o mais no afã de encontrar tal riqueza. Nunca o chegaram a fazer (que se saiba).
Talvez porque não tenham seguido os seguintes lendários preceitos.
                                                (Sr. João Lopes, à direita do observador)


Dizia-se que havia uma serpente encantada, guardiã desse imenso tesouro. Quem o quisesse obter deveria deixar a dita serpente enrolar-se em seu redor, dando três voltas completas à cintura e dar-lhe (a serpente) um beijo no céu da boca. Após tais preceitos deveria ser morta a serpente, por forma a se poder reclamar posse do tesouro.

Dragões, serpentes, sardões são animais reptileanos ligados às figuras das moiras encantadas.
Reminiscências de cultos ofiolátricos de cariz celta ou sacralização cristã de espaços pagãos, ligando assim estas figuras por vezes associadas também a Lucifer, ao mal. Estas são apenas algumas escassas tentativas de explicação para alguns dos casos onde tal possa ser observado.
Vamos dando à navegação estas estórias, para que outros possam também delas extrair e construir conhecimento, em salutar comunhão de esforços. Investigadores, estudantes, leigos e meros curiosos. Porque o conhecimento é direito de todos e não tão somente apanágio e desfile de vaidades de alguns poucos.

Texto e foto: Marco Valente


[1] Uma vez que um conto não é imutável ao longo dos tempos, podendo adquirir/perder: personagens, detalhes, versões múltiplas.
[2] Rio que alguns pescadores actuais julgavam ser um rio mítico, de acordo com os conhecimentos que possuíam.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Já inocente não sou…



Já inocente não sou…

Já inocente não sou
Para muita, imensa, pena minha
Penas de outros por mim não as desejo
Vá de retro Oh ! Beata caridadezinha !!!

Já inocente não sou
Vejo hoje em dia de tudo o quanto baste.
Vejo além dos rostos de amarelados sorrisos mascarados
Totens da hipocrisia de osso e carne feitos

Alguns colegas, amigos, familiares
Que nossa rocha diziam ser muito ufanados
Na realidade revelaram-se bem outros
A mão direita estendida em cordialidade
Com a esquerda apunhalando essa inverdade

Hei-de ir um dia para a terra da amizade
Hei-de ir um dia para o povo dos sorrisos
Hei-de ter um cão para amizade fiel
Hei-de ter abelhas com a doçura do seu mel

A poeira da jornada cobre-me camada sobre camada
Caminhante sempre, assim tenho sido fadado
Das sandálias a lama e o pó limpo no dia-a-dia
Ansiando pelo fim da alegoria

Já inocente não sou nos dias de hoje
Cantor, poeta fui ? Talvez… Não sei.
Quero voltar a sorrir, amar e ser amado
Por alguém que por mim espere e ser esperado.

Ser novamente o Sol da Lua que amo imenso
E no céu estrelado encontrar de novo o certo rumo
Já inocente não sou mas quero bem voltar a ser
E rodeado de sorrisos um belo dia perecer.

Texto: Marco Valente
Foto: Lua

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

A Luz da Caniceira ou da Carniceira


Desenho de Marta Valente
Este fenómeno conhecido como Luz da Caniceira ou da Carniceira ocorre, com tal designação, entre as seguintes povoações e/ou locais: Alcácer do Sal, Figueira dos Cavaleiros, Ferreira do Alentejo, S. Romão, Herdade da Palma, Estrada Nacional que vai de Alcácer do Sal a Santiago do Cacém, Grândola, Montes Velhos, Gasparões, Lagoa dos 3 Marcos ou 3 Naves, Monte de S. João, Ribeira da Abegoaria.
Várias são as versões da dita e múltiplos os avistamentos. Acrescentamos mais uma (inédita) em seguida:
Caso sucedido a José Pulquério, pessoa dos seus 40 anos, morador em Beja e natural dos Gasparões.
“Estava com uma namorada, no interior de um veículo ligeiro, ao pé de uma terra chamada Olhas, de noite, num caminho velho, debaixo de uma árvore.
De repente, do lado do pendura surgiu uma Luz fixa (parecia tipo de um candeeiro, um petromax, mas com uma Luz ainda mais forte).
Assustados, meteram o carro a trabalhar, arrancaram e a dita Luz ainda os acompanhou durante cerca de 3 ou 4 Km, do lado de fora do pendura, à altura do vidro da porta do veículo.
Iam das Olhas para Ferreira.
Ocorreram estes factos há cerca de 20 anos atrás, entre a Primavera e o Verão.”

Bibliografia pessoal e Links a consultar quanto a este fenómeno em específico:

VALENTE, Marco (2013) – A Luz da Caniceira – um conto popular alentejano, In Aldraba, Boletim da Aldraba – Associação do Espaço e Património Popular, n.º 13, Lisboa, pp. 16-20


sábado, 21 de setembro de 2013

Os "cabrões" dos Gasparões

Em primeiro lugar, queremos elucidar que o título não visa denegrir a imagem de ninguém, nem os actuais habitantes desta pacata localidade alentejana.
Apenas define um episódio sucedido por estas paragens e que ficou na memória das gentes mais idosas. E que urge recolher e dar à estampa – neste caso, “pôr a navegar” na net.
Alguns episódios jocosos, por assim dizer, sucedem no nosso Portugal contemporâneo.
Pelo Alentejo sucedia que, quando alguém queria edificar uma habitação (por exemplo) chamava os familiares e amigos da sua terra e de terras mais próximas. Um trazia a concertina, outro a sua viola campaniça e toca de fazer um baile, os célebres “bailes à casa”. De tanta folia e dança o terreno lá ia sendo nivelado para melhor erguer a edificação.
Há muitas dezenas de anos atrás, num monte nas proximidades dos Gasparões, as pessoas juntaram-se para um desses bailes à casa. A folia corria bem, até que, algumas moças vislumbraram ao longe dois indivíduos que eram conhecidos pelo seu mau feitio e desacatos que armavam constantemente. Algumas delas viraram-se para os restantes gritando:
“Fujam, que vêm aí os cabrões dos Gasparões !
Fujam, que vêm aí os cabrões dos Gasparões !”
E as pessoas correram a esconder-se num armazém que existia nas proximidades. Ao chegarem ao local, um dos indivíduos deitou a porta abaixo à patada, entrando ambos no recinto. O outro respondeu assim, aos gritos que ao longe ainda ouvira:
“Oh moças não fujam,
Oh moças não tenham medo!
São os cabrões dos Gasparões,
Que vêm visitar o putedo!”
E vai de distribuir pancadaria a uns e outros, a torto e a direito.
Esta estória, contou-a o Sr. Luís Diogo Barradas (Luís do Estanque), em 2011 com 81 anos e morador em Montes Velhos.
Sr. Luís Diogo Barradas ou Luís "do Estanque"
Também há alguns anos atrás escutamos a um idoso, que nas proximidades ou mesmo em Vilarinho das Furnas, teria sucedido um episódio igualmente revelador da veia poética do nosso povo, mesmo neste género de episódios.
A estória era mais ou menos a seguinte.
Uma moça, casada, teria andado “enrolada” com um rapaz (moço mais novo), e passado algum tempo aquele deixara-a. Sucede que, numa altura das festas na povoação (certamente relacionada com os rituais de fecundidade dos solos) a dita rapariga passou próxima ao rapaz, pois como seriam da mesma aldeia ou de povoações próximas uma da outra, tal teria inevitavelmente de suceder.
Naquele tempo, os rapazes usavam cornos de touro à cinta, pelos quais bebiam vinho (não existiam copos por aí além, como é usual nos nossos dias), e o rapaz tinha um desses cornos à cintura.
A moça, tentando deixá-lo mal visto aos olhos dos seus amigos atirou com o seguinte verso:
“Cantador que vem na estrada,
De onde vem? Para onde vai?
O corno que traz à cinta,
É seu ou de seu pai?”
O rapaz, moço habituado aos cantares ao desafio, não se acanhou, respondendo logo de seguida:
“O corno que trago à cinta,
Não é meu nem de meu pai!
É um cabelo do teu Homem
Que de maduro lhe cai!”.
Continuaremos assim, a recolher e a registar estes episódios, que para além dos seus aspectos espirituosos também revelam a veia poética e de improviso, tão cara ao nosso povo.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Paremia I

Publicarei também posts mais curtos, com alguns pensamentos, ditames, provérbios, (etc...) escutados aqui e ali, por onde a vida e o trabalho me levarem.
Aqui fica o primeiro:

"Pará-raios nas Igrejas,
fazem sorrir os Ateus.
Os Padres abraçam a Ciência,
porque duvidam de Deus."
informante, Sr. Manuel Ferreira, 56 anos, nado e criado em Évora

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Ao Amigo e Humanista Luís Maçarico


As palavras cintilam                                                                                    
“Diante da música                                         
Do mar de Jerba                                             
Quais pérolas perdidas,                                                             
Frescas como o peixe                                  
Que vem na rede,                                         
As palavras cintilam                                                                                     
Na tarde de mar.”
Luís Maçarico, Jerba,                                                                                   
 14-10-2002

Estrelas de Verão
“Às vezes sinto o odor
E o veludo das mãos
A voz adormecida
As palavras húmidas os olhos
Onde dormitavam estrelas
De verão

Às vezes desejo essas carícias

Perdidas na poeira do tempo
Levadas talvez pelo vento
Para que mar
Ou deserto?”
Luís Maçarico, 05-2002

Porque as homenagens sentidas devem ocorrer em vida.
Foi no Sábado, dia 01 de Outubro de 2008, que o conheci, aquando da apresentação do Mestrado em Portugal Islâmico e o Mediterrâneo, em Mértola, no Campo Arqueológico. Quando o vi, pensei que iria ser um dos professores do Mestrado ou um dos oradores convidados. Logo nesse dia vislumbrei o grande ser humano que ali estava.
Logo no início do Mestrado, o Luís e eu efectuamos um primeiro trabalho apresentado em conjunto, através de uma análise de um artigo da arqueóloga Isabel Luzia. Demos o nosso melhor (apesar da distância que nos separava durante a preparação da dita, sempre navegando pelo mar da net, entre Lisboa e Beja), e julgo que estivemos bem, sim. Conforme, meu amigo bem o disse no seu blog “Águas do Sul”: «aprendemos um com o outro e ficamos bem na fotografia, pois toda a gente nos felicitou pela informação apresentada.»
Atraiu-me a atenção a patrimónios não raras vezes imperceptíveis: aldrabas, contrabando, mão de Fátima, só para citar alguns exemplos.
Escrevemos estas linhas, pois acreditamos firmemente naquelas palavras escutadas a um ancião em 2006, nas proximidades da Serra da Estrela: “Grande Homem, rapaz? Grande Homem é aquele que nos dá uma oportunidade!” As palavras não terão sido exactamente estas, mas o seu significado sim.
Esta singela homenagem da nossa parte, ocorre por múltiplos e variados motivos, que passamos a resumir:
  • 1.        O Luís foi a primeira pessoa, que sinceramente, achou que uma série de lendas e demais elementos patrimoniais que eu havia recolhido por estes espaços mais a Sul deveriam ser dadas à estampa;
  • 2.       É um verdadeiro amigo, na plenitude da palavra, amizade que iniciou o seu cultivo e caminhada em Outubro de 2008, durante a frequência do Mestrado em Portugal Islâmico e o Mediterrâneo;
  • 3.       É um Humanista Universal (poeta, antropólogo, associativista, escritor),e a sua obra retrata o melhor património de todos: as pessoas, seus sentimentos e complexidades.

Mas sem mais delongas, aqui deixamos o seu registo biográfico, mas há muito mais Luís para conhecer para além da sua escrita e recomendamos assim o seu trato e amizade. É algo que vale muito a pena almejar e conservar, pois é puro, verdadeiro, como tudo o mais na vida deveria de ser.

Natural de Évora, onde nasceu a 29 de Outubro de 1952.
Licenciado em 1994 pela Universidade Nova de Lisboa – Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, em Antropologia, com: “Barbeiros de Alcântara – A Identidade Masculina e Bairrista entre Estratégias de Sobrevivência e Ameaças de Extinção.”
Completou em 2005, o Mestrado em Antropologia (Património e Identidades), no Instituto Superior das Ciências do Trabalho e da Empresa, com a tese subordinada ao tema: “Os processos de construção de um herói do imaginário popular – o Caso de Santa Camarão.”
Em 2012, completou o seu segundo Mestrado em Portugal Islâmico e o Mediterrâneo, com o seguinte tema de tese: “A Mão que Protege e a Mão que Chama: Orientalismo e Efabulação em Torno de um Objecto Simbólico do Mediterrâneo.”
Trabalha no Município de Lisboa. Nos tempos livres é associativista, tendo sido fundador de várias associações desde 1982 e dirigente de colectividades.

Alguns livros publicados:
2010 – Associativismo, Património e Cidadania, Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto / Grupo Dramático e Escolar “Os Combatentes” / Aldraba Associação do Espaço e Património Popular;
2009 – Aldrabas e Batentes de Porta: uma reflexão sobre o Património Imperceptível, Aldraba Associação do Espaço e Património Popular;
         - Jóias Imperceptíveis em Portas de Lisboa Aldrabas, Batentes e Puxadores nas Casas de Catorze Personalidades da Cultura Portuguesa, Apenas Livros
2005 – Memórias do Contrabando em Santana de Cambas um contributo para o seu estudo, Junta de Freguesia de Santana de Cambas

Escritor de inúmeros artigos, dos quais destacamos os seguintes:
2012 – A Importância dos Objectos para a leitura do passado, Arqueologia Medieval, n.º 12, Campo Arqueológico de Mértola, Afrontamento;
2007 – Os Heterónimos de um Mistério: Azóias, Cubas e Morábitos no Imaginário Popular. O caso de Montemor-o-Novo, Almansor, n.º 6, Câmara Municipal de Montemor-o-Novo;
2006 – Os Morábitos na Arquitectura Religiosa do Sul, Callípole, Câmara Municipal de Vila Viçosa;
2005 – Aldrabas e Batentes de Montemor-o-Novo: Um Olhar Antropológico, Almansor, n.º 4, 2ª série, Câmara Municipal de Montemor-o-Novo

Publicou 19 livros de poesia:
2013 – Ilha de Jasmim, Edição do Autor;
2012 – Geografia dos Afectos, Edição Apenas Livros;
          - Transumância das Pequenas Coisas, com o apoio da Câmara Municipal de Castro Verde;
2008 – Cadernos de Areia, Lisboa;
2006 – Ar Serrano, Edição Câmara Municipal do Fundão;
2004 – Caligrafia do Silêncio, Lisboa;
2001 – A Secreta Colina, Edição Câmara Municipal de Lisboa;
2000 – Lisboa, Pegadas de Luz, Edição Câmara Municipal de Lisboa;
1999 – A Celebração da Terra, Edição das Câmaras Municipais de Évora e Montemor-o-Novo, Junta de Freguesia de Nossa Senhora Da Vila e Delegação Regional de Cultura do Alentejo;
1998 – Os Peregrinos do Luar, Lisboa;
         - Lisboa, Cais das Palavras, Edição Câmara Municipal de Lisboa;
1997 – O Sabor da Cal, Edição da Câmara Municipal de Beja
         - Vagabundo da Luz, Edição Liga dos Amigos e Junta de Freguesia de Alpedrinha
1996 – Intim(a)Idade, Lisboa;
1995 – Os Pastores do Sol, Edição do Autor, versão trilingue (português, francês e árabe);
1994 – Lisboa, Asas de Água, Edição Câmara Municipal de Lisboa;
1993 – A Essência, Lisboa;
1992 – Mais Perto da Terra, Lisboa;
1991 – Da Água e do vento, Átrio.

Milhares de versos publicados, na comunicação social portuguesa e estrangeira. Através da sua veia poética, despertou-nos a nossa poesia (que carece ainda de muita mestria e dialéctica mais – e por certo carecerá para todo o sempre), que se encontrava adormecida devido aos trilhos por vezes esquecidos e outrora trilhados com muito mais ardor.
Diversos títulos publicados nas áreas dos contos e literatura infantil, estando representado em múltiplas antologias.

Nunca me esqueci também, de uma frase que escutei um belo dia durante as minhas deambulações/prospecções pelas serranias nortenhas e que era a seguinte:

“Há pessoas na vida,
Que passam e levam um pouco dos outros
Outras, passam e deixam um pouco de si.”

Bem haja amigo Luís por partilhares um pouco de ti comigo/connosco, do fundo do coração.

Texto: Marco Valente


Bibliografia consultada:
MAÇARICO, Luís (2013): Ilha de Jasmim
-------------------- (2012): Transumância das Pequena Coisas, apoio Câmara Municipal de Castro Verde;
-------------------- (2010): Associativismo, Património e Cidadania, Edição do Autor;
-------------------- (2008): Cadernos de Areia, Edição de Autor