domingo, 20 de março de 2016

Adivinhas (III)

Sou um pobre soldadinho,
minha casa não tem telha;
quando vou entrar p'ra ela
É preciso entrar de esgelha.

Botão

sábado, 19 de março de 2016

Capelas (III)

Capela de Escamarão

Na Capela de Escamarão (Soutelo, Cinfães do Douro), existem três grutas: a da fome, a do ouro e a da peste [como as versões que falam em três arcas que contêm o mesmo].
Diogo Moreira

A saída, dizem os mais velhos, só a do Ouro a pode mostrar. Esta iria dar à Ilha dos Amores [idêntica em tudo à dos Lusíadas de Luís de Camões].
Era o avô, António Ferreira de 72 anos, nascido e a viver em Souzelo que lhe contava esta história.

Informante: Sr. Diogo Moreira, 22 anos, natural de Souzelo. Recolhida a 10/08/2015 no Reservatório da Cegonha, Selmes, Vidigueira, Beja.

*Nos nossos dias (Portugal é um país de tradição religiosa judaico/cristã) é muito natural quando questionamos acerca de lendas que as pessoas se lembrem de ouvir aos mais idosos, as mesmas envolvam capelas ou santos do calendário litúrgico católico apostólico romano.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Contos de Moiros e Moiras (III) Capelas (II) Santa Maria Maior (I)

Junto à Capela de Santa Maria Maior em Tarouquela (Cinfães do Douro) surgem "pedras antigas" e dizem os mais velhos que os "Mouros" a mudaram numa noite cerca de 1km / 1.2km de distância desde o seu local original.

Cláudio Silva

Também ouviu o informante (natural de Carril / Tarouquela / Cinfães do Douro) dizer à sua avó, a Sra. Dona Augusta dos Santos Vieira (falecida há cerca de um ano com a idade de 104 anos), a seguinte frase:

"Entre Carril e Carrela, está o cordão [em ouro] de Maria Tudela!"

Dizia a sua avó que a Maria Tudela teria sido uma grande e riquíssima proprietária daquela zona, que teria desta forma deixado um tesouro guardado para quem o quisesse descobrir.

Informante: Sr. Claúdio Silva, 38 anos, natural de Todovelos, Tarouquela, Cinfães do Douro

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Poemas soltos (VI)

Jasmine

From the Desert sands to the mountain snow
Came the morning light, from witch my feelings grow
Just one look was all that it took
One smile, one touch, one song, one goal

A Princess from the Wolves presented herself to me
I’ve showed her what I am, that entire she could see
In the valley of the dreams I lay my sword to rest
In the battles yet to come she’ll be there for the best

Who am I but a man, I asked myself again and again
Words don’t come that easy when a thousand words just came
In waves and waves of feelings that came and yet to come
Contain yourself my hart... calm down... don’t make it grow...
For my Loved One just knows that. Will She love me? I don’t know...

A secret smile I keep in mind, and it will vanquished the sands of time
The armour is heavy, the path a blur, what the future holds I must concur
The scent of Jasmines inhabits my chest, from the last time She laid to rest
Perhaps soon our paths will cross.... And an eternal Love that won’t be lost
The Ancient Gods will guide her to me, her Love I hope will pierce right thru me
I whisper Her name to all the four winds, so that She might know I search... I go...

The Oceans are deep, and there is my hart
I hide it... it’s broken... to pieces... apart...
Will it be safe in your hands? I must ask.
Much more than friends, that would be the task.

And at the end of the road I hope someday you’ll see

That my Love was that true, and You made part of me.

Dedicated to the Jasmine, The One that makes my feelings grow
Marco P. Valente 27/11/2015

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Poemas soltos (V)

Da minha janela

Da minha Janela...
Da minha janela nasce o Sol
um novo dia, pássaros chilreiam.
Uma velha Palmeira, as ruínas de um Templo
Igreja, depósito de água, do nosso sustento.

Na minha janela nascem sons
dois amigos que falam do seu dia-a-dia
Mudança Política ! Sonho ! Anarquia !
Povo, Paz, Pão, nossa Liberdade
Hoje aconteceu finalmente. Morte à falsidade !

Lá fora, a vida flui ao ritmo dos tempos
cá dentro... nova vida começa, em compassos lentos.
Do Oriente nasce uma nova Luz:
Sol Invictus, Mazda, Mitra e Jesus
Uma doce Amada que hoje me conduz, num odor Jasmin.

Da minha janela o futuro flui
Cá dentro um presente de estudos passados
Lá fora, sou tudo aquilo que tenho de ser
Forte, Decidido, Dominante, Sonhador
Aqui sou criança, frágil, sedutor e...
... Da minha janela, sou Rei e Senhor !

Marco Valente 12/11/2015

domingo, 20 de setembro de 2015

Rezas (V) São João Baptista (I)

Quando era moço pequeno e os dentes de leite davam lugar à dentição de adulto, sempre que me caisse um dente que eu conseguisse apanhar fazia algo que minha mãe tinha feito também quando era criança e assim me tinha ensinado. Pegava no dente, jogava-o para cima do telhado (na minha casa era de um galinheiro), dizendo assim:

"São João, São João, pega o meu dente podre e dá-mo são!"

Para que os dentes de adulto viessem fortes e sadios.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Lendas de Cabras

A cabra e a laje do ouro

Bode (Brunheira, Almodôvar - 11-03-2008)
Há alguns anos atrás um pastor que tinha algumas cabradas perto do lugar de Vale da Ursa começou a ter uns sonhos nos quais via uma ponte e escutava uma voz que lhe dizia assim:
“Se queres o teu bem, vai ao Vale de Santarém!”.
O pastor acordava então aflito, mas não ligou muito ao assunto. Até que os ditos sonhos começaram a ser recorrentes. Um dia, resolvido a pôr termo a tais sonhos, decidiu-se a pôr-se a caminho do Vale de Santarém. Lá chegado buscou a ponte dos seus sonhos e não tardou a encontra-la. Seguiu até ao meio da ponte e por lá ficou a mirar o rio. Ao seu lado estava um homem que o cumprimentou à sua chegada. Esse homem, falou então o seguinte:
“Há alguns dias que tenho um sonho. Sonho com uma cabra preta que todas as manhãs, ao romper da aurora vai para cima de uma grande laje e aí fica deitada ao Sol. Por baixo dessa laje há um tesouro. Mas não consigo descobrir onde fica tal sítio!”.
O pastor escutou a história bem caladinho e mal o outro homem saiu da ponte, pôs-se logo a caminho do Vale da Ursa. Essa cabrinha preta era uma das dos seus rebanhos e, de facto, todas as manhãs, lá ia ela em direcção a essa mesma laje, onde ficava deitada ao Sol.
Lá chegado, começou a escavar em volta da laje e ao levantar a dita, dizem que encontrou um fabuloso tesouro em ouro e assim ficou rico, abandonando a sua vida de pobreza.

Informante: Sr. José Manuel Guerreiro, Pastor, Brunheira-Almodôvar (informação recolhida a 15-11-2007 no sítio da Pedra Riscada, Brunheira, Almodôvar).